quarta-feira, 14 de março de 2012

DA SÉRIE, QUAL A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO EM SUA VIDA


Recebo hoje pelo e-mail, esta imagem de um amigo jornalista ilustrando as dores de cabeça, ou no caso, de barriga, que uma comunicação mal sucedida ou cheia de falhas pode causar-nos. Por isso, vamos exercitar e principalmente valorizar os profissionais da área que tanto zelam por uma fluidez comunicacional

quarta-feira, 7 de março de 2012

DE PAPO PARA O AR

Sabe aqueles dias em que não sem tem vontade de fazer nada, de papo para o ar como diria o filósofo Raul Seixas, “ficar sentado com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar”. Nestes dias um simples bom dia parece ser a coisa mais difícil de desejar a um amigo ou colega de trabalho.


Várias são as ações ou reações que nos levam a ter um sentimento assim, um mal dia no trabalho, na escola, com os amigos, família, profissionalmente. E algumas vezes parecem existir pessoas feitas para nos sentir assim, de colocar um ponto final nos nossos sonhos, como que se Deus lhes tivesse dado este direito.

Quando iniciamos um novo projeto em nossas vidas, vários são os planos futuros, empolgação e esperanças estão entre eles. De repente, um balde de água fria leva para o ralo tudo aquilo que planejamos durante um breve período para. Esse é o típico evento que nos faz sentir vontade de se isolar por um dia, refletir, colocar a caixola no lugar, para depois retomar a rotina.

Mas a fila anda, o frentista continua abastecendo os carros, o metalúrgico produzindo aço, o jornalista escrevendo o jornal e professor, mesmo sem didática, lecionando. Na contramão disto tudo há pessoas capazes de nos ressuscitar, um simples afago, um abraço, um beijo ou apenas nos ouvindo calada, como que se fosse a nossa válvula de escape. Estas sim valem a vida valer a pena conviver e fazer parte do nosso ciclo pessoal e íntimo.

Quaresma - Zona Rual de São Domingos do Prata, lugar ideal para um dia de papo para o ar

segunda-feira, 5 de março de 2012

Belezas Naturais

Essa semana uma imagem me chamou mesmo a atenção, em meio a um ambiente totalmente siderúrgico, onde impera o aço, o minério, o carvão, entre outros elementos, as flores deste pé de jambo caíram e deixando o chão ao redor de suas raízes rosa. Uma parada breve para admirar a paisagem e uma foto registrada pelo celular.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Milagres da natureza

O cotidiano nosso de cada dia tem muito disso não é mesmo. De onde menos se espera nasce vida, esperança, mostrando-nos que nunca vale a pena desistir. Deve ser numa dessas que que o saudosa Raul Seixas  compôs  o trecho da música "...tenha fé em Deus, tenha fé na vida. Tente outra vez".

terça-feira, 11 de outubro de 2011

JOÃO DE BARRO

Sempre fui um grande admirador do João de Barro, a sua habilidade em construir casas que ao mesmo tempo são delicadas é extremamente resistente às ações do tempo é realmente fantástica. Como pode um simples pássaro nascer com habilidade tão grande, invejada por centenas de pássaros em fábulas infantis.

Curiosamente o João-de-barro não utiliza o mesmo ninho por duas estações seguidas, ele faz um tipo de rodízio entre alguns ninhos e, na falta de um lugar adequado para construir um novo ninho, a ave faz novas construções em cima ou ao lado dos antigos ninhos.

Abaixo uma pequena coletânea de várias casas de Joões de Barro que fiz ao longo dos anos.






quinta-feira, 6 de outubro de 2011

CONTROLE DA INFORMAÇÃO


Pronto agora vou ter o que assistir. Assim pensava quando o pessoal da TV por assinatura saiu de minha casa deixando prontinho o equipamento para uso. Ledo engano. Após duas semanas vejo que o marasmo é o mesmo da “TV pé de galinha”, aquela que funciona na base da anteninha no telhado e que pega apenas Globo, SBT, Band, Rede TV, Rede Minas e mais uns dois canais locais.


Antigamente eu tinha cinco canais que não passavam nada, instalei uma parabólica dessas comuns e passei a ter 30 canais que não passavam nada, e agora com TV por assinatura tenho mais de 200 canais em alta definição que adivinhem, não passam nada.

Sei que muitos vão me achar esta idéia idiota, mas a TV é um mundo perdido. Claro que às vezes quero desopilar a mente e assistir qualquer coisa, mas na maioria das vezes quero assistir algo que acrescente, que contribua com a minha cultura e formação e não apenas enlatados americanos.

Algumas poucas exceções salvam a noite como NetGeo, History Chanel, Discovery e Telecine Cult., no mais, é a mesmice dos canais abertos com a única diferença da quantidade e qualidade da transmissão.

Outro dia zapeando os canais me deparo com o filme 1984 que assisti nos tempos da faculdade de comunicação. Naquela época não prestei muito atenção porque a cabeça era outra, mas hoje um pouco mais maduro e já tendo vivido algumas boas situações na área comunicacional pude perceber como aquele filme é bom.

1984 é uma referência ao mais famoso romance de George Orwell, escrito em 1948 e que deu origem ao filme. A história se passa no “futuro”, o ano de 1984, na Inglaterra. O enredo, mostra como o Estado vigia os indivíduos e mantém um sistema político cuja coesão interna é obtida não só pela opressão da Polícia do Pensamento, mas também pela construção de um idioma totalitário, a Novilíngua, que, quando estivesse completo, tornaria o pensamento das pessoas cada vez mais igual e impediria a expressão de qualquer opinião contrária ao Partido. A ideia do idioma é restringir o maior número possível das palavras, de tal forma que não existiriam palavras para expressar oposição ao Partido e ao “Big Brother” – o Grande Irmão.

1984 não é apenas um filme de política, mas uma metáfora de uma realidade que inexoravelmente estamos construindo. Para exemplificar, invasão de privacidade; avanços tecnológicos que propiciam vigilância total; destruição ou manipulação da memória histórica dos povos; e guerras para assegurar a paz já fazem parte do nosso mundo.

O filme é antigo mas extremamente contemporâneo uma vez que vivemos exatamente daquela forma. Indiretamente somos censurados quando não levantarmos a voz contra uma autoridade militar por exemplo, que não cumpriu seu dever, e somos ameaçados de ser preso por desacato.

Temos nosso direito à informação cerceados e filtrados de acordo com os interesses comerciais e a subjetividade das redes de TV’s. A maior rede te Televisão do País não só divulga os podres da CBF quando esta ameaça não concordar com o horário de transmissão dos jogos.

Fazem nos jovens uma verdadeira lavagem cerebral diária explícita convencendo-os do que é bom, do que é brega, do que atual, do que é passado, ser descolado hoje é perder a virgindade cada vez mais cedo, sair para as “baladas” o máximo que conseguir durante a semana. Aquele que não segue estes princípios, assim como em 1984, não pertence ao sistema e sofre as torturas “Bullying” impostas pelo Big-Brother “A sociedade”, até que passem a pensar como o partido “As grandes corporações comerciais”.

George Orwell foi um gênio anos luz a frente de seu tempo quando escreveu este romance, queria eu ter a cabeça que tenho hoje quando então assisti ao filme na faculdade. Com certeza a nota do trabalho teria sido bem melhor.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

E AGORA QUEM PODERÁ ME DEFENDER



Aos 31 anos de idade graças a Deus nunca havia precisado acionar a polícia para nada. Nem para questões pessoais, nem para questões coletivas, no entanto, cansei de ouvir reclamações de cidadãos que num momento de desespero, raiva ou indignação acionaram a Policia Militar para registro de uma ocorrência e foram mal atendidos, isso claro, quando foram.

Pois bem, na última terça-feira, 27 de setembro, ao chegar em casa do trabalho por volta das 21h30, minha esposa sofreu uma tentativa de assalto, graças a Deus, frustrada, já que o meliante não chegou a tempo de pegar o portão elétrico aberto, mas mesmo assim disparou uma série de xingamentos contra a mesma. Ao perceber a situação e verificar que o fato envolvia uma pessoa de minha família liguei imediatamente para a Polícia Militar, repassando todas as características do meliante. Para minha surpresa o rapaz não evadiu da rua, ficando em frente a um prédio logo adiante. Somente após 15 minutos uma viatura da Polícia Militar chegou ao local, ao verificar que o meliante ainda se encontrava lá, somente pediu para que ele levantasse a blusa e como não havia nada liberou o rapaz.

A parte cômica da história começa justamente aí. Da minha varanda ao constatar o fato liguei novamente para o 190, questionando a situação e acabei levando uma dura do policial do outro lado da linha. Mais do que rapidamente desci e ainda consegui parar a viatura para questionar o fato. Para minha surpresa, uma Sargento totalmente despreparada cujo vou preservar o nome porque do jeito que a coisa anda, ainda é capaz de eu ser processado ou mesmo sofrer algum tipo de retaliação, me respondeu da seguinte forma. “Não posso fazer nada ele é um doido drogado. Ele não estava armado, não podíamos fazer nada”. Isso sem nem descer do carro. Ao questioná-la novamente se não iria fazer um Boletim de Ocorrência (BO) ou mesmo um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO), ela novamente de forma irônica respondeu que não havia acontecido nada demais ali e que não havia necessidade do mesmo, já manobrando Unidade Móvel e Atendimento Comunitário para ir embora. Neste momento dei uma risada seca, e fiz o seguinte comentário. “É, tá danado, quer dizer que tentativa de assalto para a PM não é nada”. Neste exato momento a Sargento mais do que rispidamente me questionou do que eu estava rindo, se era da cara dela, já em tom alto e intimidador. Novamente respondi que estava rindo da situação, e logo de um jeito de sair porque era bem capaz de eu ser detido por desacato, por ter acionado a Polícia Militar devido a uma tentativa de assalto que minha esposa passara às 21h30. Àquela altura o relógio já marcava 22h20. Como num passe de mágica os dois militares foram embora sem fazer os tais BO e TCO.

Seria cômico se não tratasse de um caso como este, mas acionamos novamente a PM por meio do 190, insistindo que enviasse uma nova viatura porque queríamos registrar o BO. Minha insistência em registrar não é somente pelo fato acontecido, e sim porque a Polícia Militar trabalha em cima de estatísticas, e o instrumento que ela utilizar para tal qual são os BO’s e os TCO’s.

Às 22h45 eis que chega a nova viatura, desta vez um sargento educado e disposto a nos ouvir. Quando conversávamos com ele sobre o ocorrido e sobre a atitude de sua colega de trabalho, surge no início da rua a viatura com a sargento que antes do veículo parar, coloca o seu corpo para fora e começa a esbravejar como se fosse um cão raivoso. “Sargento....... – mais uma vez vou preservar o nome do polícial que nos atendia neste momento -, desde quando eu trabalho para esse povo, eu vim aqui, não tinha demais e fomos embora, ainda conversei com esse menino aí”. Até mesmo o polícial que atendia a ocorrência no momento ficou espantando, deu logo um jeito de contornar a situação e a sargento com a mesma rapidez que surgiu, desapareceu.

O relógio já marcava 23h15, para uma ocorrência de tentativa de roubo que aconteceu às 21h30, e novamente me espantei. Este segundo militar que gentilmente nos atendera, disse que seu turno encerrou às 23h, e que mandaria outra viatura para registrar a ocorrência, ou seja, teríamos que esperar a troca de turno, relatar um fato que foi relatado para uma segunda equipe a uma terceira equipe. Como diria um antigo radialista da rádio Globo, “É duro Oswaldo”. Neste momento eu fiz uma brincadeira, pedi aos militares que dessem um jeito de trazer o meliante de novo e permitir que ele concluísse o assalto, que isso nos daria menos trabalho e dor de cabeça.

23h30, resolveram quebrar nosso galho e registrar o BO, novamente um impasse, não sabiam a identificação a ocorrência (ID), porque o como não havia nenhum registro feito pela aquela primeira equipe da “educada” Sargento, e ao mesmo tempo, o assalto não se efetuou, e o caso ficou mesmo só nos xingamentos e na tentativa, como então se enquadraria o fato? Injúria, tentativa de assalto? resultado, pegaram os dados e registrariam a ocorrência no 14º BPM. Somente na sexta-feira posso solicitar a cópia do boletim.

Fato relatado e todos menos insatisfeitos? Não, claro que não. Informei ao polícial que gostaria de relatar no BO, a atitude da Sargento que ele acabara de presenciar. Aí entrou em ação o bom e velho corporativismo. Tive a resposta que não seria possível registrar aquele fato naquele Boletim, detalhe, ambos policiais fazem parte da mesma base comunitária que atende aos bairros Iguaçu e Cidade Nobre.

Como resposta para este fato em questão, fui informado que deveria procurar o Comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar de Ipatinga ou então o Tenente responsável pelo policiamento dos bairros Iguaçu e Cidade Nobre, em horário comercial, lá no batalhão e registrar o fato. Ao informar que eu trabalhava das 7h30 às 17h, tive um breve, “aí é complicado, como este é um assunto de seu interesse, você tem que arrumar tempo”. Detalhe, o relógio já beirava 0h.

Ainda estamos pensando se vamos procurar o Comandante do 14º ou então o Tenente responsável, porque entra em questão outro ponto. Ao registrar este fato, vocês que leem este blog, acham que eu vou sofrer algum tipo de retaliação? Ou então que a tal Sargento pode tentar me perseguir? ou ainda pior, não só ela, bem como os demais colegas de fardas?

No frigir dos ovos, o meliante que tentou assaltar minha esposa, às 21h30 provavelmente já deveria estar dormindo àquela hora, já que havia contado com a sorte aquela noite e não é bom dar sopa para o azar duas vezes no mesmo dia, e nós cidadãos honestos, cumpridores de nossos deveres, pagadores de impostos, respeitadores da lei, alí finalizando uma ocorrência pela metade, já que tive meu direito de reclamar de um servidor público, que tem como obrigação proteger e atender bem o cidadão de bem, pago com o meu e o seu impostos, mais uma vez com aquela sensação de impotência, revolta e derrota.

Nesta hora pesei comigo mesmo para evitar correr o risco de ser preso por desacato, no jargão do mais antigo seriado brasileiro, o Chapolim Colorado, “E agora quem poderá me ajudar”.